Cada vez mais, o mercado de trabalho exige profissionais capacitados não apenas por suas competências técnicas, mas também por suas características comportamentais. Diante desse cenário, as soft skills tornaram-se ativos estratégicos para as empresas sob diferentes justificativas. No entanto, o objetivo final permanece constante: transformar o colaborador em um vetor de resultados.
A pesquisa People Trends 2026, realizada pela consultoria Evermonte Institute, confirma essa tendência. O levantamento feito com 101 lideranças de gestão de pessoas no Brasil apontou que 70,7% dos entrevistados consideram a orientação a resultados como a habilidade mais essencial para 2026. Essa competência supera, inclusive, atributos tradicionais como comunicação e escuta ativa (57,3%) e resiliência (56%).
Quando direcionamos o olhar para o setor jurídico, esse fenômeno impõe um desafio interno às bancas brasileiras. A questão central reside em como a gestão das bancas pode incentivar advogados a otimizarem a teoria jurídica para aumentar a capacidade de execução e resolução de problemas, agregando assim maior valor ao atendimento prestado aos clientes.
Soft Skills promovem reestruturação de rotinas
Contudo, existe uma distância entre o planejamento e a prática. Raissa Montoro Market, sócia e COO do Vigna Advogados Associados, afirma que, para os escritórios conseguirem alcançar esse desempenho, é preciso uma reestruturação do modelo operacional de atuação. Segundo a sócia, a mudança de mentalidade deve começar pela forma como o serviço é concebido e oferecido.
“Os escritórios devem deixar de concentrar seus esforços exclusivamente na produção de teses e peças jurídicas, priorizando a resolução efetiva do problema do cliente sob uma perspectiva que certamente integre tanto o jurídico quanto os vieses administrativo e negocial”, complementa Market.”
O incentivo vem de cima
- Reuniões de lições aprendidas;
- Feedbacks frequentes;
- Treinamentos internos;
- Grupos de estudo;
- Análise de erros;
- Mentorias.
“Quando o escritório desenvolve pessoas de forma intencional, ele constrói uma capacidade coletiva de entrega e transforma estratégia em valor real para o cliente”, destaca Zunino.”
Desenvolvimento das soft skills de lideranças
“É preciso que a resiliência e a inteligência emocional saiam do discurso e entrem na rotina dos escritórios. Não basta dizer que as pessoas precisam lidar melhor com a pressão; é preciso prepará-las efetivamente para isso”, enfatiza Zunino.
Ferramentas de recrutamento e seleção
Mudança de visão

CEO Lara Martins Advogados Graduada em Administração pela UNICA/Sociesc, especialista em gestão estratégica de negócios e consultora em gestão para advocacia.



