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Em entrevista à CNT Jornal, Platon Neto, advogado e sócio responsável pelo Núcleo Trabalhista Patronal, analisa o cenário de crescimento do emprego formal no Brasil e os impactos da proposta que discute o fim da escala de trabalho 6×1. O especialista observa que, embora o país tenha registrado a criação de mais de 228 mil vagas em março, novas regulamentações exigem das empresas uma estratégia de reorganização interna para manter a produtividade.

A transição para um modelo de cinco dias de trabalho por dois de descanso demanda inteligência operacional, especialmente em setores de funcionamento ininterrupto, como saúde e comércio. Segundo o advogado, a mudança pode envolver a implementação de banco de horas e ajustes no pagamento de horas extras, visto que o divisor da jornada de trabalho sofre alterações, elevando o custo da hora trabalhada.

O desafio das organizações reside em equilibrar o ganho na qualidade de vida do colaborador com a sustentabilidade financeira do negócio. Setores específicos podem enfrentar a necessidade de novas contratações para suprir a escala semanal, o que impacta diretamente a gestão de custos e, eventualmente, o preço final ao consumidor, exigindo sinergia entre as áreas jurídica e operacional das empresas.

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