A renegociação das dívidas rurais surge como uma medida importante para enfrentar o elevado nível de endividamento do agronegócio brasileiro. No entanto, além do alívio financeiro imediato, o cenário reforça a necessidade de soluções estruturais que garantam maior previsibilidade, acesso ao crédito e segurança para o setor.
Em entrevista à CBN Cascavel 93,9 FM, André Aidar, sócio e head de Direito do Agronegócio no Lara Martins Advogados, explicou que a medida provisória amplia as possibilidades de renegociação ao incluir, entre outros pontos, as Cédulas de Produto Rural (CPRs) financeiras e dívidas de cooperativas, além de estabelecer critérios específicos para que produtores possam acessar o benefício.
O especialista destaca que a iniciativa é necessária para enfrentar o momento atual, mas ressalta que o fortalecimento do agronegócio depende de políticas estruturais, da profissionalização da gestão, da ampliação do acesso ao crédito e de mecanismos de mitigação de riscos, como o seguro rural, para reduzir a necessidade de medidas emergenciais no futuro.
Confira a entrevista completa:
Doutor e Mestre em Agronegócio. Especialista em Análise Econômica do Direito e em Direito Processual Civil, professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, e de cursos de pós-graduação nas áreas de direito do agronegócio, direito empresarial e direito civil. Advogado especializado em direito do agronegócio



